quinta-feira, 28 de junho de 2012

Bienal do Livro de São Paulo


Você já foi? Eu já. Algumas vezes. Já fui assistir palestras enquanto funcionária da Secretaria da Educação, já fui enquanto cidadã levando uma sobrinha pela mãe (atualmente leitora apaixonada!), já fui como professora inscrita em atividades da Sala do Professor, já fui como coordenadora com ônibus cheio de alunos, fui recentemente acompanhando uma de minhas ex-alunas, cujo texto foi publicado em um livro!
Cada vez foi especial. Esta última quando fui com minhas alunas, que participaram de uma tarde de autógrafos com outros alunos e alunas, em um evento movimentado no stand da Secretaria foi muito especial para mim e para elas. Para mim porque pude vê-las participando ativamente de uma atividade relacionada a livros na Capital do Estado. Para elas também foi muito, muito especial, primeiro porque elas não haviam saído do interior, segundo porque ambas muito tímidas, pouco falavam em sala de aula. Aí estava a grata surpresa! Durante esta atividade foi solicitado que os alunos presentes dessem depoimentos falando dos seus textos. E um a um foram falando. Com microfones ligados, filmadoras, máquinas fotográficas registrando tudo. Pensei: estas meninas não vão se propor a falar, são tão tímidas, tão quietas! Quando de repente uma delas ergueu a mãozinha e pediu para falar. E falou! Falou muito bem, como se já tivesse passado por situação semelhante antes. Só isto já valeu a pena! Ela venceu sua timidez e conseguiu falar em público, uma sala cheia de alunos das mais variadas idades e cidades, adultos, professores, Coordenadores das Coordenadorias da Secretaria da Educação.
Estas duas meninas voltaram diferentes! Muito diferentes de quando saíram de suas casas. Conheceram um outro mundo. Um mundo de literatura, de livros, da língua escrita, falada, vivenciando situações de letramento. Mais que isto, atuaram na realidade que estavam vivendo naquele momento.
Passearam em diversos stands das editoras grandes e pequenas, mas como co-autoras de um livro e com a auto-estima muito, muito elevada.
Mesmo que elas não participassem disto, como muita gente que visita a Bienal, mas que visitassem cada exposição de livros, folheassem, cheirassem, enxergassem as belas imagens, as diferentes texturas dos livros, tamanhos e suportes... sim porque agora tem os digitais, que ficam nos tablets e i-pads. Mesmo assim sairiam diferentes!
E você, leitor, qual sua experiência com a Bienal do Livro? Já foi?  Não? Vá, leve seu filho, neto, sobrinho, amigo.
Não sabe onde será?  Abaixo todas algumas informações...

22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

De 9 a 19 de Agosto de 2012
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana - CEP 02012-021 São Paulo - SP
ATENÇÃO: Ao participar da Bienal Internacional do Livro, VISITANTES e EXPOSITORES estão cientes e concordam que fotos e filmagens feitas durante o evento poderão ser utilizadas pelos organizadores para promoção do setor e do evento

Como chegar:

Informações sobre a Bienal – Fonte: : http://www.bienaldolivrosp.com.br/A-Bienal/Apresentacao/

terça-feira, 19 de junho de 2012

Você sabe o que é intervenção?



          Não? Esta palavra é muito utilizada em muitas áreas atualmente, em Educação, Arte, Arquitetura...
Em Educação é comum ler nos Planos Escolares frases do tipo “preparar o aluno para ser capaz de intervir na realidade/sociedade.
Em Arquitetura se fala em fazer uma intervenção no prédio que não comprometa sua estrutura.
Mas o que é intervenção? Você já pesquisou no dicionário? Já ouviu esta palavra em outro contexto?
Segundo o dicionário Michaelis da Língua Portuguesa:
intervenção
in.ter.ven.ção
sf (lat interventione) 1 Ato ou efeito de intervir. 2 MedOperação. 3 Intercessão, mediação. 4 Ação direta do governo federal em um Estado da Federação. 5 Ação do governo ou de uma entidade oficial em uma associação.”
Veja que é utilizada com outros significados, em outros contextos, mas não falamos do significado de uma intervenção na Arte.
Segundo a Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais:

Tomando o significado do vocábulo intervenção - como ação sobre algo, que acarreta reações diretas ou indiretas; ato de se envolver em uma situação, para evitar ou incentivar que algo aconteça; alteração do estabelecido; interação, intermediação, interferência, incisão, contribuição - podemos destacar alguns aspectos que singularizam essa forma de arte: a relação entre a obra e o meio (espaço e público), a ação imediata sobre determinado tempo e lugar, o intuito de provocar reações e transformações no comportamento, concepções e percepções dos indivíduos, um componente de subversão ou questionamento das normas sociais, o engajamento com proposições políticas ou problemas sociais, a interrupção do curso normal das coisas através da surpresa, do humor, da ironia, da crítica, do estranhamento.” (Grifos meus)
Por que estou retomando estes conceitos? Você já deve ter visto, em suas caminhadas pelas ruas de sua cidade, intervenções em prédios, estátuas, placas. Algumas são somente pichações, mas outras nos levam a parar e observar a estátua ou prédio por um detalhe diferente, que não faz parte da obra. Este detalhe pode ter sido colocado ali intencionalmente, ou mesmo por brincadeira, mas intencional ou não, acaba nos “fisgando”, acabamos observando mais, até nos questionando: será Arte ou arte?
Em uma destas andanças pela cidade, vi as margens de uma estradinha, asfaltada, uma placa, que de longe não se percebia muita coisa, além do fato de ser uma placa de trânsito, cujo objetivo primeiro seria orientar o motorista. Mas qual não foi a minha surpresa ao chegar mais perto, verificar a intervenção de alguém, um anônimo, que provavelmente passa periodicamente por ali, lendo a orientação da placa, não encontrando nos arredores o espaço para realizar a manobra objeto da orientação, fez sua intervenção, questionou a palavra do outro, deixou ali registrado em papel, digitado com letras grandes, a pergunta instigadora: QUAL?
Com esta palavrinha conseguiu causar um estranhamento nos transeuntes, provocou reações, tanto assim que parei minha caminhada para ver o que havia naquele papel.




Referências:
Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Disponível em:< http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=8882>. Acesso em: 19 Jun.2012.
Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível em:< http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php>. Acesso em: 19 Jun.2012.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dicas para o Enem - parte 2


Mais uma vez o Enem vira assunto da mídia. Desta vez o motivo é a redação, que no ano anterior foi motivo de questionamentos, liminares, reclamações dos alunos.
Agora após as tempestades do ano anterior, temos mudanças importantes em relação à redação e a correção. Uma delas é que a redação será corrigida por dois corretores e quando a discrepância máxima entre as notas dadas por eles cairá para 200 pontos, se este limite for ultrapassado, um terceiro corretor analisará a redação. Após as diversas solicitações de revisão do ano anterior, os técnicos do MEC devem ter percebido que as correções do ano anterior estavam muito discrepantes, muito diferentes, ou seja, uns corretores talvez tenham sido mais criteriosos e outros nem tanto.
Mesmo havendo critérios de correção, e existem, há sempre um grau de subjetividade na correção, mas o assunto aqui será outro. Você é aluno? Então o assunto o interessará, acredito.
Algumas pessoas tendem a pensar que fazer uma redação é simples. Pega-se umas dicas de como escrever, como organizar as partes do texto, e... pronto! Não é bem assim! Uma boa base da Língua Portuguesa, conhecer as regras gramaticais, ter um bom vocabulário, tudo isto é muito importante, mas é preciso mais!  
Você sabe dizer que mais é este? Com todo este conhecimento acumulado nos anos da Educação Básica, que mais pode faltar?
Você é um bom leitor? Gosta de ler? Quantos livros leu este ano? Lê revistas ou jornais com frequência? Não vale somente revistas de fofocas, revistas para adolescentes, revistas sobre futebol. Nada contra estas leituras, mas para uma redação de uma avaliação como o Enem, uma prova de vestibular, uma prova de concurso pede outras leituras.
Se você já pesquisou, olhou provas anteriores do Enem, deve ter verificado que os temas propostos enfocam assuntos atuais. Abaixo uma lista dos temas tratados nas diversas versões do Enem:

Ano
Temática da Redação
2011
Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado


2010
O trabalho na construção da dignidade humana
2009
O indivíduo frente à ética nacional
2008
Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar
2007
O desafio de se conviver com as diferenças
2006
O poder de transformação da leitura
2005
O trabalho infantil na sociedade brasileira
2004
Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
2003
A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo
2002
O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
2001
Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
2000
Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional
1999
Cidadania e participação social
1998
Viver e aprender

Talvez você esteja se perguntando: por que colocar esta tabela no meio do texto? Tenho uma boa razão: analisarmos os temas.
Primeiro: leia um por um. Leu? O que achou? O que percebeu? Alguma semelhança entre eles?
Em dois anos, o foco foi o meio ambiente: 2001 e 2008. Em outros dois anos, o foco foi comunicação: 2004 e 2011.
Poderíamos continuar esta análise, mas acredito que você, leitor, tem condições de continuar.
Agora vamos pensar mais um pouquinho... o que está acontecendo neste ano no Brasil e que envolve outros países do Mundo? Não sabe? Não leu nada a respeito?
Talvez esteja aí um problema: a desinformação. Este ano está acontecendo a Rio+20, que vai discutir com os líderes mundiais soluções para problemas ambientais.  Talvez esteja aí o tema deste ano. Quem sabe não será novamente meio ambiente?
Além de estar informado, uma coisa muito importante é prestar atenção à propostas de redação, o que é pedido. A comanda do ano passado era:
“Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.”
            Por que grifei estes termos? Para isto. Para que você preste mais atenção a eles. Por quê? São importantes indicações para realizar bem a sua redação. Vamos por partes...
Primeiro a redação deverá ter como base os textos motivadores que compõem a proposta da redação, não escreva qualquer coisa. Leia os textos, grife termos chave, partes importantes, desta forma já estará organizando ideias que utilizará depois.
O texto não é somente dissertativo, é dissertativo-argumentativo, porque você terá que argumentar, defender seus pontos de vista, suas ideias. Já acabou? Não, neste caso, além de argumentar havia a solicitação de apresentação de uma proposta de conscientização social que respeitasse os direitos humanos.
Acabou? Não!!! Tudo isto, um texto bem embasado, com argumentação consistente, de forma coerente e coesa, utilizando a norma padrão da língua portuguesa. É isto mesmo!!! Norma padrão, sem gírias, sem abreviações do seu “internetês”.

Quer saber mais sobre:

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mais umas palavrinhas sobre os ipês...


Recentemente escrevi um texto, que postei aqui no blog, falando da beleza dos ipês, que florescem nesta época do ano, no finzinho do outono e começo do inverno.
As árvores se renovam, perdem todas as folhas, ficam parecendo mortas, decrépitas árvores nuas e negras pelas ruas da cidade. Passam um tempo assim, despercebidas, como se tivessem desaparecido, sumido.
Sem avisar ninguém vão se cobrindo de flores. Nesta época, final de maio e começo de junho, as flores estão cobrindo os ipês rosas, cujas flores se aglomeram em fantásticos buquês redondos, cheirosos, encantadores, um prêmio para nossos olhos cansados da rotina diária, da mesmice do nosso cotidiano corrido, cheio de pressa, de urgência, sem tempo para observar a natureza se recompondo minuto a minuto, para mais tarde nos presentear com flores, frutas, pequenos insetos, uns chatos, outros inofensivos.
Quando escrevi o primeiro texto, não tinha nenhuma foto que mostrasse em toda sua beleza e majestade os ipês floridos, mas isto foi resolvido com uma caminhada pelas ruas da cidade, vagarosamente em uma preguiçosa manhã de domingo.
A minha saída fotográfica foi focada nos ipês, de todos os tamanhos, uns mais maltratados pelos homens, deixados sem parte de sua copa para preservar os fios de energia, outros sem espaço para receber árvores em suas raízes devido ao pequeno espaço deixado para elas nas calçadas, mas mesmo assim eles se mostram generosos, nos seus galhos brotam os enormes buquês de flores, cujos galhos que os sustentam são finos, frágeis, mas também são fortes, pois garantem a segurança para as flores pelo tempo que viverem, precisarem de sustentação.
Para compartilhar com vocês, além das singelas palavras que escrevi, deixo algumas imagens para ilustrá-las.




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