sábado, 24 de março de 2012

A democratização da informação e cursos de EAD


Estamos vivendo uma época de muita informação. Informação que está disponível em jornais, revistas, mas uma informação dinâmica, que se renova a cada segundo está nos sites e blogs da internet.
Na internet as notícias são atualizadas a cada segundo, há até um jornal chamado “Último segundo”, que tem no nome a máxima dos últimos tempos, a atualização frenética da informação, da notícia, da ciência.
Tudo isto poderia ser, como previram, uma socialização e democratização do conhecimento. Também acredito que seja. Como ficam aqueles que mal escrevem seus nomes? E aqueles que, mesmo frequentando a escola, saem dela sem entender aquilo que leem?
Não vamos entrar no mérito de quem seria a culpa. Vamos refletir sobre o abismo que vai separando cada vez mais as pessoas.
A internet popularizou cursos de educação à distância, inclusive cursos superiores. Será que isto está contribuindo para melhorar a formação? Ou será que está apenas distribuindo diplomas de curso superior sem a necessária aprendizagem?
Semana passada participei, com outros profissionais, de umas entrevistas de trabalho, da qual participaram alguns profissionais. Um deles estava se candidatando a professor de uma disciplina relacionada à leitura. A pessoa tinha feito pós graduação, cujo TCC era sobre isto mesmo, leitura. Perguntamos primeiro sobre a atuação dela na função para a qual estava se candidatando, como as respostas não foram satisfatórias, resolvemos perguntar sobre o assunto estudado por ela para elaboração do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), quem sabe assim, poderia ficar mais à vontade e falar com propriedade do assunto que fora objeto de pesquisa, estudo, leituras... Nada! Não saiu nada! Nem um autor citado, nenhuma teoria lembrada...
Tudo isto me fez pensar a respeito da formação, a presencial e a virtual. Será que esta última é ideal para todos? Será que alguém que teve uma precária formação inicial, terá condições de concluir satisfatoriamente e com aprendizagem um curso na modalidade EAD?
São perguntas que deixo abertas, mas os analfabetos funcionais estão por aí, na sociedade, não entendendo o que leem, não aprendendo, alguns (ou muitos) concluindo cursos superiores e pós graduação.

quarta-feira, 7 de março de 2012

A geração copia e cola


A tecnologia transforma hábitos, costumes. Assim foi com a televisão, que ao chegar nos lares causou profundas mudanças nos costumes das famílias brasileiras, aos poucos, uma revolução silenciosa se passava em frente e ao redor dela.
Vivi(emos) isto. Na minha infância, antes da Tv, nos reuníamos, eu, meu pai, mãe e irmãos, e rezávamos o terço todas as noites, família católica, praticante, era de lei. Depois da tv, passamos a rezar antes do jornal e da novela, por algum tempo, mas ela, esta jovem reluzente, sedutora, foi se achegando, nos aproximamos. Como naquele tempo uma das poucas famílias da rua que tinha televisão era a nossa, os vizinhos e seus filhos lotavam nossa humilde sala, onde a tv era o centro, para assistir a novela.
O tempo passou e as pessoas foram comprando as suas televisões. Nossa sala se esvaziou. Sobrou nossa família, mas agora sem o terço habitual, nem os vizinhos, sem a conversa. A televisão continuou ali. A programação sendo ampliada, os filmes de caubói, os primeiros programas infantis, nosso tempo diante dela aumentando a cada dia, mesmo assim não deixávamos os deveres da escola e os de casa.
 Algum tempo se passou, chegou o computador. Tanta novidade, que precisei fazer um curso para aprender a utilizá-lo. Nesta época eu, casada, recebia em casa meus irmãos caçulas para usar o computador, na verdade para instalar jogos os mais variados, jogar (claro deixar alguns vírus...). Um deles chegou a fazer curso de informática, o outro não. Adivinhem quem seguiu carreira em uma empresa de informática???
Mais tarde, minha sobrinha (agora adolescente), que ficava muitos sábados e domingos na minha casa, sentava-se no meu colo, eu ia deixando-a bater com aquelas mãozinhas pequenas, gordinhas, no teclado do PC, enquanto eu jogava paciência ou fazia alguma outra coisa. Resultado: ela é viciada em computador. Adora! Reprovou um ano por conta disto. Ficava horas e horas na internet, até de madrugada, falando no msn, no twitter, etc. etc.
Assim como ela, muitos outros adolescentes aficionados pelo computador, claro, pela internet, utilizam-na para “pesquisas” escolares. Digo pesquisas entre aspas, pois a maioria digita no Guru Google o assunto, pega o primeiro site que aparece, seleciona o texto, cola no word, coloca o próprio nome, turma e entrega ao Professor.
Mas este hábito não é exclusividade de adolescentes. No nosso cotidiano presenciamos isto. Ontem mesmo ao ler um jornal da região, um “on line”, resolvi acessar o “caderno” de empregos. Vi uma vaga, que pedia alguém com experiência e de preferência com técnico em turismo ou com experiência em turismo. Até aí, nada de estranho, nem diferente, nem anormal. Continuei passando os olhos pelas vagas, analisando mentalmente o mercado de emprego, até que uma coisa me chamou a atenção. Parei, li, reli. Não aguentei! Caí na gargalhada!!! O que dizia o anúncio?
01 AÇOUGUEIRO (Com experiência na função)(Com experiência na função ou Curso de Turismo)”.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Quem somos? O que somos?


Estas duas perguntas estão na alma e na mente dos seres humanos desde os primórdios da humanidade.
Na atualidade somos muitas coisas... para o governo somos números (CPF, RG, CNH, Título de eleitor, PIS, conta corrente...).
Para o presidente, governadores e prefeitos somos pagantes... de impostos os mais variados (a maior carga tributária está aqui!): IPVA, IPTU, ITBI, ICMS, ISS, COFINS, e tantos outros que pagamos sem saber.
Para estes e senadores, deputados, vereadores somos apenas eleitores, quanto mais, melhor. Quanto mais alienados, melhor.
Para os bancos somos o número da conta corrente, dos investimentos, possibilidades infinitas de nos endividar: empréstimos pré-aprovados, financiamentos, mais uma vez viramos números, os muitos números que virão nos juros por trás de cada um destes produtos.
Para os convênios médicos somos números e pagantes, descartáveis, quando não mais pudermos pagar pela “qualidade” da saúde que vendem.
Hoje, durante visita a uma médica, enquanto aguardava, na recepção, pela consulta marcada há uns 3 meses ou mais, fiquei lendo as revistas (não muito velhas), ouvindo conversas ao telefone de outras pessoas que, como eu, aguardavam, conversas da recepcionista (uma mocinha serelelepe, baixinha, olhar assustado, corre pra lá, pra cá, atende o telefone, aciona o portão eletrônico, acessa o netbook, atende aos médicos... ufa! Já cansei só de falar!). Ouvindo estes atendimentos, em dado momento, consegui direcionar minha atenção para certo diálogo dela com a médica, que me atenderia minutos depois.
A eficiente recepcionista passava para a médica uma relação das próximas consultas, mas não ouvi nomes, de pessoas. O que ouvi foi o seguinte... “A senhora tem agora: um PREVER, um IAMSPE (este era eu), um UNIMED, outro PREVER...”
Nós, pessoas, nos transformamos nisto: placas de empresas de convênios médicos. Não somos pessoas, que ficam doentes, sentem dores, sentem medo, precisam do médico para consultá-las, conversar com elas, esclarecê-las.
No final das contas somos também números... um número na ficha do convênio, um número de um protocolo de atendimento,  que autorizará um outro número (o dos honorários médicos).
Enfim, senhores e senhoras, somos números, nada mais que números!!!



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