sábado, 17 de dezembro de 2011

Dicas para candidatos às funções na área da Educação


Já recebi solicitações de alguns amigos, amigas, que se candidataram a algumas funções na Educação, de ajuda para redigir um projeto.
Lembrei-me disto e pensando em algumas recentes experiências profissionais relacionadas ao tema, tive a ideia de escrever um texto na linha do “Dicas para concurseiros de primeira viagem”.
Quem está na Educação, seja no Estado, Prefeituras ou Escolas particulares, sempre podem pleitear outras funções, cargos, portanto há informações, que, acredito, são primordiais para nos ajudarem nestas situações de avaliação de projeto, entrevistas, etc...
Podemos começar com alguns erros:
- ir para uma entrevista sem ter se informado, lido, pesquisado sobre o Projeto, a Escola.
Na era da informação e do conhecimento isto é péssimo para o candidato. Há muita informação disponível nos sites das Secretarias Estaduais de Educação, Municipais sobre as políticas públicas em desenvolvimento, portanto o candidato deve usar destes recursos e se preparar, se informar.
É como ir para uma entrevista em uma empresa, pleiteando uma vaga, sem saber nada da empresa! Isto já pesará contra você!
- ir para a entrevista sem ter lido o próprio projeto.
Parece impossível, mas acontece! Pior ainda, há algumas pessoas, que na correria do cotidiano, repassam esta tarefa a terceiros, talvez achando que os entrevistadores não se darão ao trabalho de ler.
- fazer um projeto “frankstein”.
Copiar trechos de sites da internet, amontoá-los, dando a impressão de que escreveram. Escrever é muito mais, é pesquisar, redigir com o seu conhecimento, experiência, usando fontes (livros, sites) e citando-as no documento.
- não citar as fontes (livros, sites pesquisados).
É parecido com o item anterior, a pessoa acessa diversos sites, copia pensamentos de educadores, se apropria da fala deles, mas não cita as fontes. Isto tem um nome: plágio!
- se inscrever para determinado projeto ou função sem ter competência (conhecimentos) para exercê-la.
Se faltar conhecimento, não há como disfarçar. Neste caso, talvez seja melhor não passar pela entrevista, pois se conseguiu entregar o projeto, na hora da entrevista o desconhecimento sobre a função e a falta os conhecimentos exigidos virão à tona.
- não ler o edital/comunicado de abertura de inscrição.
A leitura atenta deste documento (disponível nos sites das secretarias, prefeituras), pode ajudá-lo, por exemplo, a conhecer os itens exigidos no projeto a ser apresentado; se haverá entrevista e quanto valerá; prazos para inscrição e recursos.
- sair da entrevista e contar para os colegas o que foi perguntado.
A intenção pode ser boa, ajudar aqueles que estão do lado de fora, mas é nítido aos entrevistadores quando isto acontece, pois as pessoas respondem às questões de forma artificial, não sabem responder outras questões, diferentes das “ensaiadas”.
Encerro esta postagem com uma citação de Paulo Freire:
"Mulheres e homens, somos os únicos seres que, social e historicamente, nos tornamos capazes de aprender. Por isso, somos os únicos em quem aprender é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito". (FREIRE, in: COLETTO.)

Sugestão de leitura: o texto citado na referência.

Referências

COLETTO, Armando Dal. A importância do aperfeiçoamento profissional. Disponível:< http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u17270.shtml>. Acesso em: 17 Dez.2011.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Metas para 2012. Planejar para realizar.


O que você planejou para o ano que vem? Quais são seus objetivos? Quais as suas metas?
Estas perguntas podem instigar a uns, não instigar a outros, mas especialistas dizem que quando temos metas traçadas, fica mais fácil realizarmos nossos sonhos,  nem que sejam modestos, entretanto não basta apenas tê-los em mente, é necessário trabalhar para concretizá-los.
Alguns são mais fáceis de realizar, outros mais difíceis. Uns estão mais próximos de nós, outros mais distantes, mas tanto um quanto outro precisam do nosso investimento de tempo e perseverança.
Época de final de ano, vestibulares, vemos os jovens nas filas das universidades, faculdades pelo país a fora. Sempre que são entrevistados há aqueles que sabem claramente qual profissão pretendem seguir, outros que têm em mente várias profissões, alguns casos são profissões que uma não guarda muita semelhança com a outra, ou seja, exigem habilidades e conhecimentos muito diferentes.
Entre estes jovens estão aqueles que, por não terem claro o que pretendem cursar, entram em um curso para satisfazer o desejo dos pais, o que pode ser frustrante, porque poderá ir para uma carreira para a qual não tem talento, nem vontade de seguir, apenas é levado pelos fatos a iniciá-la.
Mas voltemos aos objetivos. Você já delimitou os seus para o próximo ano? Ou está como estes jovens, perdido na fila, aguardando que alguém o empurre para realizar algo?
Para alguns o objetivo pode ser conseguir um emprego, para outros comprar um carro, outros ainda uma casa, ou então fazer uma viagem, fazer um curso, um intercâmbio, abrir seu próprio negócio.
Seja qual for o sonho, a meta, não é possível fazê-lo sem planejamento. O planejamento pode ser registrado no papel, ou no computador, assim você poderá retomá-lo e avaliar as etapas realizadas, o que falta conseguir.
Como planejar? Faça perguntas básicas, por exemplo, se quer comprar um carro: quanto dinheiro já dispõe, se não dispõe, quanto irá guardar por mês. Ou ainda como comprará: à vista, financiado? Se for à vista, quanto dinheiro tem e quanto falta? Se for financiado, calculou as taxas de juros? Quanto as prestações vão consumir do seu salário? Quantos carros estará pagando à financeira? Algumas destas questões são válidas também para a compra da casa própria.
No ano passado estipulei para mim alguns objetivos a realizar este ano, coisa que nunca fiz... Nunca registrei meus objetivos. Eu os tinha em mente, mas não escrevia em lugar nenhum.
O fato de registrar seja no papel, no computador, ou em um blog como fiz, dá um peso maior, pois está ali, escrito, como um “neon” piscando em nossa memória, nos lembrando: você resolveu fazer estas coisas, e aí?
Talvez você não consiga realizar tudo que traçou, mas com certeza será mais fácil avaliar se vai conseguir realizar ou não.

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