terça-feira, 25 de outubro de 2011

São os Sentimentos que Conduzem as Sociedades, não as Ideias

Hoje, 25/10/2011, este blog ultrapassou as 6 mil visitas, mais especificamente até o momento, as 16h43min, 6020 acessos. 
Este é um número muito expressivo, por se tratar de um blog de uma pessoa comum, como você que está lendo esta postagem agora, que não é famosa, não participou de nenhum reality show, não dança funk, não namora jogador de futebol, não escreveu nenhum livro, enfim... uma pessoa comum, que resolveu, há algum tempo, compartilhar suas impressões sobre assuntos da atualidade, do cotidiano, sobre leituras, com seus leitores.
Procuro escrever de maneira simples, comentando assuntos ou fatos, que apareceram no jornal, na tv, ou nas cidades, que me chamaram a atenção. 
Mas além de comentar estes assuntos, escrevo porque gosto, porque a palavra escrita, infelizmente, ainda não é algo à disposição de todos indistintamente, apesar de estarmos vivendo a Era do conhecimento, uma era marcada por fortes e rápidas transformações na nossa maneira de trabalhar, principalmente na forma como nos comunicamos uns com os outros, estejam os outros na mesma cidade ou do outro lado do mundo.
Escrevo também porque ao escrever, exercito esta capacidade, esta habilidade, travo com as palavras esta luta, mas que não considero vã, pois ao pensar, escrever, exercito minha mente intensamente, busco as melhores palavras, as construções que melhor expressam o meu pensamento, aquilo que pretendo transmitir.
A todos vocês, a quem escrevo neste momento, que estiveram no blog uma vez, voltaram e voltam diversas vezes; aqueles que comentam minhas postagens seja pelo próprio blog, ou ainda quando encontram comigo (estes são mais raros) ou enviando e-mail, a todos vocês, internautas, muito obrigada!!!! 
Vocês diariamente fazem parte da minha história e eu passo a fazer parte da sua. Divido com vocês minhas impressões, pois como dizia Pessoa:


"As sociedades são conduzidas por agitadores de sentimentos, não por agitadores de ideias. Nenhum filósofo fez caminho senão porque serviu, em todo ou em parte, uma religião, uma política ou outro qualquer modo social do sentimento. 
Se a obra de investigação, em matéria social, é portanto socialmente inútil, salvo como arte e no que contiver de arte, mais vale empregar o que em nós haja de esforço em fazer arte, do que em fazer meia arte. "

Fernando Pessoa, in 'Notas Autobiográficas e de Autognose'




Obs. Título emprestado de Fernando Pessoa. 
Citação do site: http://www.citador.pt/textos/sao-os-sentimentos-que-conduzem-as-sociedades-nao-as-ideias-fernando-pessoa , ACESSO EM: 25/10/2011.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O presente e o futuro de nossas cidades


Não gosto de ficar criticando por criticar, mas há coisas que são fáceis de prever, basta ser observador.
Falo isto, porque há pouco tempo foi feita uma obra esperada por certo bairro, em certa cidade. A duplicação de uma avenida. A duplicação foi feita rapidamente. Era um ir e vir de caminhões, homens, máquinas. Planaram o lugar. Fizeram as galerias de águas pluviais. Asfaltaram.
É de se imaginar que foi projetada por alguém. Que este alguém pesquisou o tipo de solo, a topografia do lugar, com base nisto, em muitas informações técnicas, a obra preveria o volume de água, que desceria das ruas do bairro, que, regra da natureza, em grande volume poderia causar danos.  Seria de se supor, que uma avenida duplicada, bem feita, durasse muito tempo, pois o serviço executado seria de qualidade. Seria.
Obra inaugurada! Fotos! Flashes! Discursos inflamados dos benefícios de mais esta obra do prefeito X para o povo do bairro Y, etc, etc, etc. Palmas. Rojões. Notícias nos jornais mostrando a capacidade do gestor.
Passa-se uma semana, o primeiro teste para esta maravilha da engenharia. Uma forte chuva cai, com ventos, muita água desce do bairro Y, lavando e levando tudo a sua frente.
Como a citada avenida se localiza em uma descida, ficou em um local alto, pois ainda foi um pouco aterrada, planada, logo ficou mais alta do que os terrenos abaixo dela. Seria sensato ter algum muro de arrimo para segurar este barranco. Mas isto não foi feito. Pra quê?
A chuva malvada com suas enxurradas potentes abriu buracos na avenida, derrubou parte das galerias de águas pluviais. Resultado: uma obra recém inaugurada já passou por reformas, pouco mais de duas semanas após a inauguração. Será que a empresa que projetou e realizou deu garantias? Será que fará o conserto sem cobrar nada? Não sei.
Engraçado é que a inauguração saiu nos jornais locais, mas os buracos e os transtornos trazidos para a população não saíram em jornal nenhum, como se isto não fosse importante.  
A mídia informa ou desinforma? Presta um serviço ou desserviço à população?
No caso acima comentado, a mídia presta um desserviço, pois mostra para a população que tudo é perfeito, que a gestão é perfeita, não erra. São mídias como esta que fazem a cabeça da população e perpetuam certos políticos no poder por décadas.
Ano que vem, novamente, teremos eleições para prefeitos em todo o Brasil, que administrarão pequenas e grandes cidades, pequenos e grandes orçamentos.
Estamos atentos às gestões dos atuais prefeitos em nossas cidades? Eles cumpriram suas promessas e governo? Investiram e melhoraram a saúde, educação e a segurança? Conseguiu aumentar o nível de emprego nos seus municípios?
Estas são algumas questões para reflexão. Não só para mim que escrevo, mas para todos vocês, internautas, que estão lendo este texto neste momento. Convido-os a responder estas perguntas e enviar seus comentários, que lerei com carinho, publicarei no blog.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A fila e o difícil exercício do exemplo


Depois que as cidades cresceram, os bancos encheram de pessoas, os supermercados ficaram abarrotados de seres humanos apressados, institui-se a FILA!
Como ninguém gosta de perder tempo, há aqueles que querem driblá-la e para isto usam inúmeros artifícios.
Há os que, mais idosos, com direito a uma fila específica, menor, em alguns lugares, ainda não contentes de terem que ficar nesta fila, pois têm prioridade no atendimento, colocam um filho, uma nora, um netinho, para guardar  lugar na fila normal, assim onde for mais rápido, ele irá passar suas despesas ou o pãozinho.
Há também aqueles que, vendo a fila imensa e desorganizada, olham a fila longamente, visualizam um “conhecido”, ficam do lado dele, conversam, falam de diversos assuntos, a fila vai andando, ele ali, “dando uma de joão sem braço”, até que o amigo é chamado ao caixa, ele rapidamente passa suas contas, fica do ladinho, sai em seguida, realizado. Burlou a fila!
Há as longas filas nos estádios, em escola no início do ano, em show de cantor adolescente... Nestes lugares aparece a figura do “guardador” de lugar na fila.  Estes cobram para ficar ali, dias, noites, com chuva, com sol.
Esta figura do guardador está se popularizando muito. Com ele também se populariza o “guardar” lugar. As pessoas não veem mal nenhum nisso. É algo inocente. Guardam lugar para um amigo, um conhecido, um colega de trabalho.
Isto acontece nos lugares mais inusitados.  Comece a observar. Olhe a seu lado e verá muita gente praticando isto.
Além dos lugares inusitados. Há pessoas que a gente acha que não faria isto. Não seria deselegante, deseducado (ou seria mal educado?).
Outro dia soube que em um evento de educadores, isto aconteceu!!! Sim, o jeitinho brasileiro. Lá havia alguém que guardou lugares para os colegas de trabalho sentarem. Como se no lugar amplo, com muitas cadeiras, fosse faltar lugar para todos se sentarem confortavelmente.
E você? Costuma “guardar” lugar? Costuma usar do “jeitinho” para ter vantagem até para sentar? Já entrou correndo no trem ou no ônibus, empurrando, dando cotoveladas nos outros só para poder sentar?
Como cobrar educação e urbanidade dos outros, se não dermos o exemplo?

"O homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos. Por isso longo é o caminho através de regras e normas, curto e eficaz através do exemplo."Autor - Séneca (Fonte: citador: http://www.citador.pt/frases/citacoes/t/exemplo)

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