terça-feira, 30 de agosto de 2011

“Carnaval, futebol e mulher”


Em matéria no Jornal do SBT, que tratava sobre os problemas dos brasileiros com o aprendizado da Matemática, entrevistaram um sujeito, um transeunte, que respondeu que “Nós priorizamos outras coisas: carnaval, futebol e mulher”.
A matéria continuou, mas não se ateve a este comentário do rapaz, pois não é interessante para ninguém se criticar o futebol, afinal muita gente ganha com ele: os jogadores que ganham verdadeiras fábulas, os cartolas, basta lembrar o recente escândalo de um chefão da FIFA no Brasil, os times e seus presidentes, as TVs que retransmitem os jogos.  Todos ganham, menos os torcedores fanáticos.
Por que fanáticos? Deixam de estudar, trabalhar, fazem qualquer coisa pelo time do coração.
Não é novidade para ninguém que em dia de jogo transmitido pelas televisões brasileiras, o país (muita gente) para de desempenhar seus papéis para ir ao Estádio, assistir à TV em casa, isto implica em matar aulas na escola ou na faculdade, não uma noite, mas todas as noites em que estes jogos aconteçam, sejam dos campeonatos brasileiro, estaduais, e são tantos os campeonatos e as copas isto, aquilo...
Quanto ao carnaval já se fala há muito tempo que “o Brasil só funciona após o carnaval”. Isto virou uma convenção a tal ponto que há muitos alunos que não frequentam as aulas, mesmo na semana ou semanas anteriores ao Carnaval, deputados e senadores não vão às sessões da Câmara fazer o trabalho para o qual foram eleitos e pelo qual são pagos com nosso dinheiro.
Priorizamos outras coisas, menos a Educação!
Isto é tão verdade que para realizar a Copa no Brasil, em 2014, a burocracia das licitações (uma exigência legal para gastar verbas do Estado ou Governo Federal) virou mero detalhe.
Mas falem em aumentar os salários dos Professores... O tratamento é outro! Lembram a Lei de Responsabilidade Fiscal. Falam que professor bem pago não significa uma boa escola. Entre outras tantas falácias.
Quando vamos mudar a mentalidade dos brasileiros em geral e dos políticos brasileiros?
Quando vamos falar “Nós priorizamos a Educação em primeiro lugar, segundo, terceiro!”?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Reminiscências


A gente vai ficando mais velha, ou melhor, com mais experiência e começa a se lembrar de fatos e imagens de nossa infância, adolescência, juventude.
Vendo uma foto de meu sobrinho no Facebook, onde ele mostra uma coleção daquelas bolinhas coloridas de borracha sobre a cama, me veio à mente uma imagem da minha infância.
Quando crianças frequentávamos muito a casa de uma tia, que morava no centro da cidade, de uma pequena cidade do interior do Paraná. Uma casa grande, de madeira sem pintar, como a maioria das residências naquela época, e embaixo da varanda da cozinha havia uma caixa de água muito grande, alta, com uma cobertura de madeira com uma janelinha para retirar a água aos baldes. Se fosse só a caixa d’água, cheia deste líquido insípido, inodoro não teria graça! Mas não era apenas isto!
O que havia de especial nesta caixa além de água? No fundo dela havia uma grande coleção de bolinhas de gude, que chamávamos de “burca”, umas pequeninas, outras muito grandes! De todas as cores: brancas (leitosas), azuis, verdes, amarelas... Que maravilha! Um verdadeiro arco-íris de cores e com os raios de sol que entravam por aquela janelinha viravam um espetáculo!
Quando íamos lá, enquanto minha mãe e tia conversavam, eu ficava ali, olhando pela abertura da cobertura da caixa d’água vendo aquelas bolinhas tão bonitas e tão coloridas! As cores, os tamanhos, a luminosidades, tudo me fascinava!
A casa não existe mais! Com o passar do tempo foi demolida para dar lugar a outra mais confortável, mais moderna, de alvenaria!
As lembranças, tantas daquele quintal, daquela casa, daquela tia, daqueles primos não se apagam, nem com o tempo, nem com a distância!

sábado, 20 de agosto de 2011

ASSOCIAÇÃO DE PROMOÇÃO HUMANA DE BOTUCATU



Se você mora em Botucatu ou está de passagem pela cidade e quer levar uma lembrança exclusiva para uma amiga, irmã, prima, tia, mãe, namorada procure a Associação de Promoção Humana de Botucatu. 
Lá você encontrará uma exposição permanente de artesanato feito por voluntárias com muito carinho e capricho. São peças belíssimas, de muito bom gosto, caprichadas! 
São jogos de toalhas de banho bordadas e com barras em crochê. Toalhas de mesa bordadas em ponto cruz. Caminhos de mesa de crochê em diversos modelos e tamanhos. Tapeçarias belíssimas! 
De segunda à sexta há uma funcionária da Associação pronta a atender e mostrar todos os trabalhos expostos. 
O endereço é:


AV. DOM LÚCIO, 427 - CENTRO  - TEL: (14) 3882-3288


                                   Blog:  http://aprohuartesanato.blogspot.com/


Abaixo alguns dos trabalhos que se encontram à venda! 













TE










































quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Exame com dor ou sem dor?


Todos nós fazemos diversos exames de saúde  no decorrer de nossa vida, alguns deles muito penosos. Nós, mulheres, temos diversos deles, alguns de rotina, que fazemos todos os anos, outros mais específicos, mas não menos doloridos e estressantes.
Eu, mulher, já fiz alguns: mamografia (rotina), Papanicolau (rotina), biópsia, entre os exames, estão alguns mais específicos: histerossalpingografia ( o exame é tão aterrorizador quanto o nome!), ressonância magnética (este... nem me fale!).
Minhas primeiras mamografias foram inesquecíveis! Eram novidade, ouvia alguns comentários de mulheres que haviam feito “Dói muito!”, “Não dói!”.  Estas primeiras eu fiz pelo meu antigo convênio, em laboratório particular. Isto não meu poupou do sofrimento! A máquina já é aterrorizadora, pois o seio fica colocado sobre uma superfície gelada, sobre ele uma placa, que vai descendo e pesando cada vez mais, a ponto de querer gritar de dor e sair correndo o mais rápido possível dali. Na segunda vez não foi muito diferente. Laboratório particular, a máquina assustadora e o medo (lembranças da experiência anterior) e um suor que descia lavando meu corpo, mesmo secando com papel toalha, não adiantava, pois voltava a suar, isto piorava o procedimento.  A moça que operava a máquina nas duas ocasiões era jovem.
Ano passado fiz novamente este mesmo exame, desta vez na Unesp. A profissional que operava a máquina muito atenciosa, mas a máquina era a mesma, claro. Mas o cuidado comigo, com m eu corpo, foi diferente, tanto que não senti aquela dor horrenda das outras vezes!
Sobre a histerossalpingografia não tenho outro parâmetro para comparar, pois devido à especificidade do exame só fiz uma vez (ufa!). Este é tão dolorido, que a mulher é aconselhada a levar um remédio pra cólicas no dia. As imagens são aterradoras!
Há bastante tempo atrás, também pelo convênio particular, precisei fazer uma biópsia. Desta vez que coletou o material foi uma médica. Talvez você, leitor, esteja pensando “Deu tudo certo. Uma médica.” Engano seu. A coleta foi dolorida. Após a coleta, levantei-me da maca para pôr a roupa. Fiquei um pouco em pé. Estava atrás de um biombo no fundo da sala, a médica mais distante, já sentada em sua mesa. Quando olhei pro chão, vi uma poça de sangue. Reclamei com a médica, que, claro, disse que eu deveria ter algum problema pra ter sangrado, argumentei dizendo que não era a primeira vez que fazia o exame, porém era a primeira que aquilo acontecia.
Saí da clínica, mas sem condições de voltar pra casa de ônibus, pois estava com vertigens.
Não fiz mais este exame, nem tenho mais convênio particular.
Estes fatos servem para mostrar que não importa se estamos sendo atendidos em um convênio ou em um órgão público, como a Unesp, o que faz a diferença é o profissional. A pessoa. Claro que ter uma boa estrutura para o trabalho, exames de diagnóstico modernos, máquinas modernas, mas dos dois lados da máquina estão as pessoas. Uma que precisa realizar o exame, como eu com traumas anteriores; outra que operará o equipamento, mas se esquecer que está lidando com pessoas, agirá como a máquina: fria, brutal.
Também já passei por outros exames mais comuns, como os de sangue, que são feitos com regularidade. Já tive problemas ao fazê-los. Minhas veias não são fáceis de encontrar, o que causa problemas aos profissionais, que têm a missão de retirar aqueles tubetes de sangue. Já estive uma vez, em um laboratório particular, grande, renomado, em São Bernardo do Campo, onde há várias pessoas para coletarem o sangue dos pacientes, uma verdadeira linha de produção. Neste lugar, passei por momentos que não mais esqueci!  Entrei no comodozinho onde faria o exame, sentei-me, estirei o braço, colocando-o sobre aquele apoio, veio a Senhora tentar achar a minha veia. Apertou daqui, dali, amarrou aquela borracha, desamarrou, mudou de braço, fez massagens. Furou um braço, furou outro, e nada! Estava suando (eu e ela, claro!) Ela deu-se por vencida, foi chamar outra pessoa para fazer a coleta. Já tinham ficado marcas nos meus braços, afinal a pele muito branca não precisa muito para deixar hematomas. A outra veio, enfim conseguiu realizar o que parecia impossível.
Ano passado também fiz um exame de sangue, mas que foram necessários alguns tubetes de sangue. Fiz na Unesp. No dia do exame, com medo, avisei a moça que minhas veias eram difíceis de achar, que já havia passado por problemas para realiza-lo. Ela calmamente disse que “tudo bem”. Amarrou a borracha no braço esquerdo, pediu para eu abrir e fechar a mão várias vezes e “voilà”, as veias saltaram, ela enfiou a agulha na veia, o sangue jorrou sem dor.
Mais uma vez a pessoa fez a diferença, claro, a experiência, a formação. Um exame simples, que não necessitava de aparelhos sofisticados, mas que mal feito causa dores e marcas!
As máquinas são importantes, mas são auxiliares do ser humano, afinal o cérebro e o coração estão nas pessoas!





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