domingo, 8 de maio de 2011

Atendimento pelo IAMSPE em Botucatu

Funcionários públicos, pagantes mensais do IAMSPE, que tentam marcar consultas com determinadas especialidades na Unesp de Botucatu não conseguem! Não adianta ligar diversas vezes, em meses distintos, porque ouvirá sempre a mesma resposta: NÃO HÁ VAGAS PARA NOVOS PACIENTES; O(S) MÉDICO(S) TÊM UMA COTA MENSAL DE ATENDIMENTOS E NÃO ATENDEM ALÉM DISTO.
Entre estas especialidades podemos citar: neurologia, reumatologia. No primeiro caso há o neuro, mas a fala é a escrita acima em letras garrafais. NO caso do reumato, a fala é “HAVIA SOMENTE UM ESPECIALISTA, QUE NÃO ESTÁ MAIS NA UNESP”.
Estamos falando da melhor Universidade de Medicina do País (segundo os botucatuenses), que não dá conta de atender as necessidades de todos os pacientes, portanto criam-se COTAS, mas cotas que excluem, cotas que impedem que os pacientes tenham acesso ao sistema. 
Recentemente a mesma Faculdade assumiu gerenciar um Pronto Socorro na cidade...
Não há dúvidas que a Unesp presta importantes serviços na área da saúde para a população em geral da cidade e municípios vizinhos, pois basta chegar lá pela manhãzinha e ver a quantidade de ambulâncias das cidades menores, da região e de outras regiões: FARTURA, PORANGABA, ITATINGA, LARANJAL PAULISTA, TORRE DE PEDRA, ITAÍ, etc...
Você que está lendo pode pensar... Ninguém reclama? Ninguém coloca esta situação de falta de atendimento aos funcionários públicos estaduais? SIM, há gente que reclama na ouvidoria do IAMSPE e na ouvidoria da UNESP.
Qual a resposta? Abaixo cópia de uns trechos de uma resposta do ouvidor do IAMSPE:
Prezada Senhora XX , 

Reportando-nos à manifestação recebida , a Diretoria do Departamento de Convênios informou que :" Quanto a paciente , esclarecemos que no momento , não dispomos de horários para agendamento em Neurologia e Cardiologia , porque estamos dando prioridade aos pacientes em tratamento nessas especialidades . Quanto a Otorrino, esclarecemos que as consultas estão sendo agendadas por telefone , sempre que há abertura das agendas dos médicos das especialidades."

Atenciosamente,
XXX”

Após encaminhamento para dúvidas em Sorocaba, a resposta ao mesmo questionamento foi:
“Bom dia, Sra. XX.
Acusamos o recebimento da sua mensagem e informamos que as especialidades em questão tem poucos médicos credenciados e grande demanda. Na cidade de Sorocaba dispomos de 2 médicos neurologistas, na Clínica Vida (15) 3233-2149 e Dr. Fassina (15)  3211-3040. Na especialidade de reumatologia, temos a Dra. Fabiane Cal Zacarias, fone (15)  3234-9555. Também, poderá ser agendado diretamente no Hospital do Servidor, pelo telefone (11) 5583-7001 ou através do site do Iamspe: www.iamspe.sp.gov.br. Na Unesp, é grande a demanda porque atende toda a região de Botucatu e Bauru e,  de acordo com a informação repassada, não estão conseguindo abrir novas vagas por enquanto, por ser muito grande o número de pacientes em atendimento.

Att
XXXX
Diretora Técnica do Ceama de Sorocaba”

Você que leu os textos acima, percebeu que tanto o ouvidor, como a Diretora Técnica repetem as mesmas coisas, ou seja, apenas re-informam a fala da Unesp. Diferentemente de uma ouvidoria de uma empresa particular, que ao ser cobrada, liga para o cliente e tenta RESOLVER o problema; quando isto não acontece ainda há a possibilidade de se reclamar no PROCON, que demora um pouco, fica-se horas na fila, mas a empresa responde, o próprio técnico do PROCON entra em contato para dar um retorno, agendar reunião com a empresa objeto da reclamação. Mas no caso do IAMSPE a quem reclamar? Se a ouvidoria só faz isto: OUVIR? Repetir a fala da Faculdade não resolve o problema do funcionário, que paga religiosamente por desconto em folha (cuja porcentagem é de acordo com o salário recebido, não fixo por um ano, como a mensalidade de um convênio, por exemplo) e não consegue atendimento? O órgão incumbido de ouvir as reclamações e tentar resolver não o faz? Será que o contribuinte do IAMSPE terá que aguardar haver uma vaga, para então ficar doente? É o que se apresenta: “...não dispomos de horários para agendamento em Neurologia e Cardiologia , porque estamos dando prioridade aos pacientes em tratamento nessas especialidades.”  Se a pessoa não estiver em tratamento, não poderá ficar doente. Se ficar doente, precisar de uma consulta, precisará pagar R$ 200,00 para ser atendido, depois arcar também com os exames, porque sempre são solicitados.
Há cidades, como Sorocaba, citada acima, que têm clínicas particulares (poucas) credenciadas ao IAMSPE, coisa que não acontece em Botucatu. Para não dizer que não existe, há sim, UMA CLÍNICA DE GINECOLOGIA. Por que isto acontece?
Óbvio, meu caro Watson, que médico vai querer receber o valor pago pelo IAMSPE por uma consulta, se é possível (acontece) da pessoa pagar uma consulta particular com valor muito, muito, muito maior?
Não tenho nada contra os médicos, afinal quando atendem os pacientes na Unesp, há qualidade no atendimento.
O problema aqui é outro: a carência de vagas para pacientes do IASMPE para determinadas especialidades. Problema que, pelo jeito, vai longe!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Como é difícil e penoso ser cidadão!

Temos um imóvel, em uma cidade de grande porte, cuja planta foi feita por arquiteta, construção foi feita atendendo ao contido na planta, recebemos o Habite-se.
Nossa casa foi fruto de muito trabalho, muito suor, muita economia, muita luta.
Não recebemos ajuda do Estado, nem da Prefeitura para NADA!!!
Recebemos ajuda de alguns amigos e parentes, que ajudaram a bater as lajes, colocar ferros.
Não ocupamos terreno, muito pelo contrário, compramos e pagamos em prestações abrindo mão de diversas coisas para termos este imóvel. Ninguém nos deu nada de mão beijada!
Quando terminamos de construir, ficamos felizes com a conquista.
A felicidade não durou muito!!!
Havíamos colocado uma varanda sobre uma laje, cobertura da garagem. Muito rapidamente a Prefeitura começou a nos multar e a multar a arquiteta responsável pela construção. Aqui começou nosso calvário que já dura longos, longuíssimos, 5 anos.
Contratamos uma empresa de arquitetura para colocar a casa em um processo de anistia aberto pela Prefeitura. Foram anexados todos os documentos para atender às exigências desta Lei. O processo tramitou, tramitou por dentro dos setores da Prefeitura, voltou para a empresa, anexaram mais documentos, voltou para a Prefeitura, tramitou, tramitou... negaram a anistia.
Nova lei de anistia em 2010, novamente este processo foi readequado para atender à nova lei municipal de anistia de imóveis.
Novamente mais exigências. Agora é preciso um laudo técnico do Corpo de bombeiros, após a colocação de dois extintores (um de água e outro de pó) na residência.
Mais gastos. Mais gastos. Mais gastos.
Mais insatisfação de nossa parte! Mais dores de cabeça!!!
Diante de tudo isto, me surgem várias perguntas:
- na citada cidade há diversas construções (sobrados) com mais de três, quatro andares espalhadas nas “comunidades”... há esta fiscalização lá também?
- na mesma rua há uma casa que entrou com anistia no mesmo período, com situação muito parecida, foi aprovada. Mas a pessoa em questão entrou com o processo “feito” por alguém (arquiteto) da Prefeitura.
- na mesma rua há uma casa de dois andares, que não tem planta, nem deste andares, nem dos outros dois (outro sobradinho) existentes nos fundos do terreno.  Por que ninguém enxerga esta construção irregular?
Para esta última pergunta tenho a resposta, que ouvi de um funcionário da citada prefeitura, que “esta casa, para eles, nem existe, porque não há processo de regularização tramitando...” resumindo “não se fiscaliza, o que não se enxerga, ou que não é denunciado para os fiscais”.
Será que a única construção, não digo da cidade, mas da rua, que pode pôr em risco a vida dos moradores e dos vizinhos, para ser necessário ter extintores, é a nossa?
Aquela casa famosa na mesma cidade, próxima ao centro, onde funcionava uma loja de fogos de artifício, que explodiu recentemente, matou uma pessoa, derrubou diversas casas na mesma rua tinha laudo do corpo de bombeiros?
Caros leitores, caros internautas, como é duro e penoso em nosso país (assim mesmo minúsculo) ser cidadão! 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Uma certa aluna

Hoje, fazendo uma faxina no meu computador, em especial na pasta de downloads, para onde vão todos aqueles documentos que baixamos da internet, achei um TCC de uma ex-aluna minha.
Não, ela não foi minha aluna na Faculdade, nem no Ensino Médio.
Ela foi minha aluna nos primeiros anos de minha carreira no magistério, em sala de aula, quando, professora iniciante, encontrava alunos de 5ª série, maioria vinha totalmente alfabetizada, eu tinha a tarefa de ensinar gramática, amor à leitura (realizei projetos de leitura por prazer!).
Esta aluna em especial, moradora de uma favela bem conhecida em Santo André, filha de família humilde, trabalhadores, que ensinaram a ela o mais importante: o valor da Educação.
Já na 5ª série lia os livros, que o pai, estudante do supletivo, estava lendo. Ela, era gordinha, os colegas até faziam gozações com ela, mas que ela tirava de letra. Sentava-se em uma das primeiras carteiras, sempre atenta, estudiosa, não faltava às aulas, já tinha sonhos profissionais: ser socióloga.
Como todos nós, filhos de gente humilde, estudou, trabalhou. Tentou bolsa do Pro-Uni, mas foi “enrolada” pela Faculdade e pelo programa, ficou um jogo de empurra-empurra. Conclusão: não cursou esta Faculdade.
Não, ela não desistiu. Poderia ter ficado se lamentando pelos cantos, falando que era discriminada pela sociedade, excluída...
Conseguiu passar em uma prova para estágio, pelo Governo do Estado, começou a trabalhar.
Passou no vestibular da FATEC, usou os conhecimentos do estágio para elaborar seu TCC, que li, ajudei a corrigir. Quanto orgulho pra mim! Depois de concluído, me enviou uma cópia, onde pude ler nos agradecimentos “À Professora e amiga ... que há 13 anos acompanha minha trajetória, estimula meu crescimento e auxiliou na correção desta monografia.”
Esta mesma aluna, quando recebeu um convite de trabalho, novo, me enviou e-mail solicitando minha opinião, que humildemente dei, pois quem sou eu para decidir o futuro dela. Senti-me amiga, confidente. Fiquei feliz por fazer parte e ser importante, referência para a vida dela.
Queria muito ver mais pessoas como ela, que mesmo diante das adversidades, renovam suas forças, seguem em frente abrindo novos caminhos, sonhando novos sonhos.
Queria ver mais pessoas que, mesmo morando em “comunidades”, vissem em si mesmos a chave da mudança, da transformação. Que soubessem que o que transforma nossa realidade, nosso ser, nossa vida, é a Educação.
Por que pus a palavra comunidades entre aspas? Não é mudando o nome do lugar, que mudará a mentalidade das pessoas.
Não, não tive somente esta aluna que seguiu lutando, realizando, estudando, mas ela é o melhor exemplo, a meu ver, do quanto a Educação pode transformar, incluir pessoas.
Esta moça, mulher, foi minha aluna há mais ou menos 15 anos. Ainda me emociono ao lembrar do rostinho da menina de 10, 11 anos sempre sorridente e participativa, sentada na primeira carteira.
Para você, aluna querida, agora amiga, dedico este texto!

domingo, 1 de maio de 2011

Maestro João Carlos Martins e Orquestra emocionam botucatuenses

Ontem foi a apresentação, ao lado da Catedral de Santana, da Orquestra Bachiana (SESI-SP) e do Maestro João Carlos Martins em comemoração aos 60 anos da DURATEX e aos 156 anos da cidade dos Bons Ares, das Boas Escolas e das Boas Indústrias.

O espaço reservado para o evento lotou, não tenho idéia de quantas milhares de pessoas estavam ali, sentadas, em pé, filmando, gravando, fotografando, aplaudindo, se emocionando.

O programa teve obras de Beethoven, Brahms, Enio Moriconi (autor de músicas do filme Cinema Paradiso), Astor Piazzola, finalmente do Poetinha, Vinicius de Moraes, para encerrar com o povo cantando junto, sendo regido pelo Maestro, acompanhado pela Orquestra, que executou “Trem das onze”, popularíssima, do não menos popular ...

Mas pensam que o Maestro apenas regeu? Não. Ele nos presenteou com algumas músicas no piano, pois originalmente ele era um pianista, de renome internacional, mas foi obrigado a deixar de tocar este instrumento devido a uma doença, que enrijeceu seus dedos. Aqui está um exemplo a ser seguido, mesmo com esta doença, ele não deixou a música, voltou a estudar incansavelmente para se tornar um excelente Maestro, desta forma poder continuar junto dela: a música! (Veja depoimento dele no último capítulo da novela Viver a Vida: emocionante! http://www.youtube.com/watch?v=qJODZ9pEAa8)

A plateia foi elogiada pelo Martins, pois assistiu a tudo comportadíssima, como se fosse um concerto na Sala São Paulo, não ao ar livre, com um público composto de pessoas de todas as idades, até mesmo crianças e bebês.

Claro que no início do evento teve as falas de algumas autoridades relacionadas à Duratex e à cidade...

João Carlos Martins, entre uma música e outra, conversou com a plateia, contou histórias, piadas. Entre elas que aos quinze anos deu um recital em prol da compra dos sinos da Catedral de Santana. Que antes deste evento visitou na cidade o Projeto Musicalizando (http://www.nucleojoanna.com.br/?area=projeto&id=3 ), do Núcleo Assistencial Joanna de Angelis, que inicia jovens na música, ficou tão encantado com o trabalho de ótima qualidade realizado, que se ofereceu para ser o Padrinho da Instituição, por este motivo tocou as últimas músicas, vestindo a camisa do Projeto.

Para que vocês, leitores, possam ver um pouco do evento, tirei algumas fotos, posto abaixo, como também alguns minutos da Orquestra e do Maestro em ação. Espero que gostem!!!!



























VÍDEO DO ÚLTIMO CAPÍTULO - NOVELA VIVER A VIDA - DEPOIMENTO JOÃO CARLOS MARTINS


VÍDEO DE UM TRECHO DAS MÚSICAS TOCADAS NO CONCERTO







Postagem em destaque

MENOPAUSA: O MONSTRO QUE ME ATORDOA!

Evito escrever aqui, neste blog, sobre minha vida pessoal, pois desde   o princípio não tive isto como proposta. Tento evitar também trata...

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