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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

BR 163 E OBRAS DO PAC

Realizamos recentemente duas viagens ao Mato Grosso, nas quais vivenciamos climas distintos, paisagens extremamente diferentes, novidades na Rodovia que utilizamos, a BR 163. No caso da Rodovia, que é muito boa no Mato Grosso do Sul, no outro Estado isto não ocorre. Há trechos esburacados, mesmo tendo iniciado o período de chuvas em MT recentemente, há muitos trechos em obras dentro das cidadezinhas que margeiam a rodovia, como também nos longos trechos entre elas. Isto seria muito bom, porque indicaria manutenção, cuidado, melhorias, mas infelizmente não é o que vimos. Fomos no início de julho de 2010, agora na primeira quinzena de janeiro. Na primeira vimos obras do PAC, em alguns trechos, sendo um deles, uma duplicação em uma Serra, o que seria ótimo, porque neste lugar passamos por um local perigosíssimo, com muito trânsito de caminhões imensos, pista simples, sem acostamento, beirando o abismo de um lado e de outro a Serra, ou seja, em caso de acidente não há alternativa viável pa…

Algumas palavras sobre as tragédias no Rio

Tenho assistido, como todos os brasileiros, as notícias da tragédia ocorrida em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, no Rio. A cada nova notícia, mais mortos, mais pessoas se oferecendo para ajudar: doação de camisetas assinadas por jogadores (para leilão), anônimos doando de tudo: água, roupas, alimentos, tempo.



De todas estas pessoas o que mais me impressionou foi o pedreiro, que mesmo tendo perdido tudo: mulher, filhos, casa, doa-se ao próximo sem interesses, apenas pelo prazer de ajudar o próximo, de ajudar sua cidade a se reerguer. Isto sim é doação! Desinteressada, abnegada.


Ele está doando seu tempo, seus dias de trabalho, seu conhecimento da região (que muito tem ajudado os bombeiros), seu conhecimento das pessoas, do lugar onde moravam, sua memória da cidade e dos lugares habitados antes dos deslizamentos.


Quem de nós, diante da perda de entes queridos, do lar, seria capaz de largar sua própria vida, seu gordo salário, seu jogo de futebol importantíssimo, sua empresa, para a…

A vida como ela é de José

Durante alguns anos trabalhei com alunos de quinta e sexta série, ainda bem crianças, dependentes do professor, alguns mais, outros menos, enviavam bilhetinhos, cartões de natal, lembrança do dia do professor. Era emocionante ver o quanto eles se transformavam do início da quinta série até o final da sexta, agora mais adolescentes, as meninas mais mocinhas, mais mulheres, os meninos também mudando, mas em ritmo mais lento. Professores que atuam com alunos dessa faixa etária, nem sempre têm o prazer de saber, como os docentes do final do ensino médio, o que cada jovem pretende fazer: casamento, filhos, profissão... Muitos deles nem se lembram dos professores do ensino fundamental, mas com o passar dos anos, nós, professores, sempre temos notícias de um ou de outro aluno: faculdade, emprego, casou, mudou de cidade, de país. Temos notícias boas, ruins, infelizmente. Uma delas martelou por muito tempo minha cabeça! Um deles, quietinho, tímido, poucas falas, poucos amigos, mas bom aluno. Sen…

A História em construção

(Homenagem à FAFIPA - Paranavaí - PR)
Caminho por estes corredores há mais de vinte anos. Sou professor universitário e fui aluno desta Universidade. Todas as vezes que caminho por aqui, observando as pessoas, outras vezes ouvindo o silêncio da ausência delas, fico pensando em suas histórias de vida. Quando a faculdade está em atividades normais, aulas, palestras, cursos, isso tudo implica em uma incessante movimentação de pessoas que vão e vêm, andando apressadas, pensativas, entrando e saindo de salas de aula, auditórios, laboratórios. Além disso, desse caminhar apressado, há também o falar, o conversar muito e em voz alta para se fazer ouvir diante das outras inúmeras vozes, que soam e se misturam nos corredores, no pátio, nas escadas, elevadores. Mas o que têm em comum essas pessoas? De onde vêm e para onde vão? Quais seus objetivos? Quais seus sonhos? Durante estes mais de vinte anos que convivo com essas pessoas, como aluno que fui, docente que sou agora, fui aprendendo a responder…

50 anos... hora de ser feliz

Olho-me no espelho. Sempre fiz isso. Acordar bem cedo, tomar meu banho e antes de pôr a roupa, aquele tempo demorado diante do espelho, o ritual matutino: a maquiagem. Primeiro um creme para limpar a pele, depois um hidratante, uns truquezinhos para disfarçar as olheiras, que sempre tive, com preocupação, sem preocupação, com menstruação, sem menstruação, dormindo bem ou não. O blush para me deixar mais alegre, mais corada, disfarçando um pouco a pele branquíssima. O rímel para deixar meus cílios finos, mais grossos, meu olhar mais profundo, claro, um delineador também. A sombra para acentuar meu olhar, meus olhos grandes, azuis, como o azul do mar, como diria mamãe. Um batom vermelho, porém um tom mais discreto, mas que aumenta os meus lábios, um pouco finos. Um brilho, ou gloss, como se chama agora. Enfim, olho-me, reconheço-me. Ou melhor, reconhecia-me. Hoje faço 50 anos... e agora? Observo-me no espelho, agora maquiada, pronta para o trabalho. Mas estarei pronta para enfrentar esta …