sábado, 27 de novembro de 2010

Compras de Natal e consumo consciente


Final de ano, Natal, presentes, dinheiro curto e necessidade de esticar o salário, conseguido com tanto suor e lágrimas! 
Natal é uma daquelas datas, cujo apelo ao consumo pela mídia e pelo comércio é muito forte, o que pode nos trazer problemas, pois nos incita a um consumo desenfreado, muitas vezes a realizar compras por impulso, que mais tarde nos trarão problemas financeiros e arrependimentos. Quem já não comprou uma roupa que amou, mas não usou? Quem já não foi seduzido por um sapato belíssimo, da cor da moda, mas que não era confortável, não combinava com seu estilo, muito menos com as roupas que você tem no armário? Quem já não comprou aparelhos eletrônicos e percebeu, depois, que eram obsoletos? Ou que tinham algum problema?
Se você costuma frequentar aquela rua famosa de São Paulo, onde o forte é o comércio de materiais de informática e eletro-eletrônicos, precisa tomar alguns cuidados, afinal, acredito que, assim como eu, há pessoas que têm histórias de itens comprados lá e que não funcionaram ou que causaram dores de cabeça ao comprador. 
Tenho algumas destas histórias... infelizmente!
Há algum tempo atrás, final de ano, viagem programada, máquina fotográfica nova, precisando de mais uma bateria para usar, enquanto a outra estivesse descarregada, fomos até a famosa rua. Após andar bastante, pesquisar, encontramos uma loja (não era camelô!) de rua, regularizada, após alguma negociação, comprei a bateria, que, segundo o vendedor e o dono da loja, era original. A embalagem igualzinha à original, lacrada, até com aquele selo holográfico, enfim, tudo levava a crer na autenticidade do produto. Paguei R$ 120,00. Feliz com a compra, viajamos... Logo que fui usá-la, a muitos quilômetros de distância de São Paulo, a surpresa: minha máquina, esta sim ORIGINAL, rejeitou a bateria "original". Conclusão: um gasto perdido. Ela se encontra jogada em uma das gavetas de minha casa. Não tive como trocá-la, porque já havia passado o tempo pra troca...
Disse que tinha histórias sobre esta rua. Tenho mais uma! Recentemente estive lá, correndo, com pressa, de passagem, resolvi comprar um pen drive para presente (que acabou ficando para mim). Novamente procurei uma loja de rua, pois evito comprar coisas de camelôs. Como sempre faço, pesquisei em várias lojas (de rua), até que achei uma, que fica em uma das galerias, das muitas existentes lá, comprei o pen drive. Adivinha?...
Não funciona perfeitamente, pois não é reconhecido por alguns programas, e em outros casos, o antivirus o reconhece como uma ameaça e bloqueia o acesso às informações salvas nele. Logo na primeira tentativa de utilização tive problemas, mandei um torpedo para meu irmão, muito mais entendido em informática (dos problemas desta tecnologia também) do que eu, que me aconselhou a formatar o pen drive antes de usá-lo. Fiz isto. Mas... surpresaaaaa! Não resolveu totalmente o problema. Enfim gastei R$ 50,00 achando que estava fazendo uma boa compra, entretanto fiquei com um objeto que não servirá pra nada!
Já fiz boas compras nesta rua, há alguns anos atrás, uns quatro, mas minhas últimas experiências foram frustrantes.
Se você for comprar produtos nesta citada rua, tome muitos cuidados: 
- solicitar a nota fiscal, pois ela é sua garantia se tiver problemas e precisar trocar o produto;
- compre em lojas regularizadas, pois estas têm a obrigação de fornecer a nota fiscal, caso isto não aconteça, cobre no ato da compra;
- pergunte quanto tempo dura a garantia do produto, anote em um papel e anexe à nota fiscal;
- quanto tempo tem para trocar o produto em caso de defeitos;
- ainda neste último caso é importante lembrar de perguntar, ter por escrito (Manual de orientações/assistência técnica) se há assistência técnica para o produto, a lista destes prestadores de serviços;
- peça para o vendedor testar o produto na sua frente.
Além destas dicas básicas vale relembrar que a NOTA FISCAL é sua única garantia para troca de produtos em caso de defeitos de fabricação, dentro dos prazos estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor.
Outra boa dica é informar-se a respeito dos seus direitos como consumidor, desta forma fará suas compras com mais consciência, poderá cobrar, com firmeza e convicção, o respeito aos seus direitos expressos no Código.
Dito isto, só me resta desejar: boas compras!!!


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Perdas irreparáveis

Quando criança tinha a alegria de conviver com minha família, tios, tias, primos, primas, avô. Nos reuníamos no Natal, principal celebração católica.
Fomos crescendo, os núcleos familiares aumentado, mudando de cidade, de Estado. Os primos e primas crescendo, os tios, tias envelhecendo.
Na minha infância somente uma vez tive um encontro terrível com a morte, que me marcou pra sempre, do qual ainda tenho lembranças bem nítidas. Acho que por isto sempre tive (tenho) reservas a participação em velórios e enterros, salvo quando a pessoa é muito próxima.
Muitos anos sem pensar no assunto: MORTE! Até que meu pai morreu! Depois dele, uns dois ou três anos, um dos meus tios. Mais dois ou três anos: mais um. Mais dois ou três anos: mais um. Fiquei muito triste, mas me conformava porque todos viveram por sessenta anos, oitenta ou mais, até próximo aos noventa, como meu avô.
Por que estou falando deste assunto?
No final do ano sempre refletimos sobre o passado, presente, tentamos planejar o futuro.
Neste ano, diferente das perdas anteriores, pela idade avançada, perdi um primo jovem, da minha idade, que morreu vítima de um acidente no trânsito, pasmem! Em uma rodovia do interior do Estado do Paraná.
Chorei muito, senti muito!
Porque era jovem, estava refazendo sua vida, deixou filhos com menos de vinte anos.
Não viveu toda sua vida, como meus tios, nem como o próprio pai dele.
Ainda sou perseguida por esta lembrança: pelo rosto dele, pela alegria dele, mas também pelas imagens horríveis do acidente, que vi no jornal na internet.
Nada me entristeceu tanto neste ano como esta partida súbita, esta vida que foi arrancada da mãe dele, dos irmãos, dos sobrinhos, dos filhos, e de nós, seus primos.
Acho que estou escrevendo este texto para marcar este momento, marcar pra sempre esta perda!

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