sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Adolescência, grupo e família

Tenho uma sobrinha, muito querida, que vi nascer, crescer. Mas essa frase não é apenas força de expressão. Realmente acompanhei a gestação dela de perto, fui na maternidade quando ela nasceu, depois ia a casa dela visita-la todos os domingos.
Ela foi crescendo, durante muito tempo, praticamente até os cinco anos, ela vinha até minha casa praticamente todos os finais de semana, sempre quando a mãe ou a mãe e o pai precisavam, por algum motivo, sair. Houve um período em que meu irmão passou por algumas dificuldades, instalou sua eletrônica numa pequena área comercial, que havia em frente à casa que morávamos. Durante esse período, ela, criancinha, ficava muito em minha casa, disso decorriam as atividades inerentes a uma criança: dar banho, trocar roupa, dar mamadeira, fazer dormir, enquanto o pai dela trabalhava.
Ela ficou maior, mais ou menos cinco anos, mais independente, já sabia ir ao banheiro, se limpar, tomar banho, as visitas começaram a diminuir, porque a partir desse momento a mãe e as outras tias passaram a leva-la mais aos passeios da família, mesmo assim continuaram havendo visitas, até porque há o amor entre a família, que foi ampliado com a convivência, atenção, carinho, cuidado.
Mas chegou a adolescência, como é natural nessa fase, pois a psicologia explica, que nessa época os amigos, o grupo, toma uma importância muito grande na vida dos adolescentes, ou seja, torna-se o foco das atenções. O pertencer ao grupo, se parecer com ele, ouvir as mesmas músicas, frequentar os mesmos lugares, vestir o mesmo estilo de roupa, comer o mesmo tipo de comida, até coisas piores, como fumar, se envolver com drogas, acontece nessa época, devido à influência dos amigos.
Tudo isso o meu lado racional conhece, entende, sabe que é fato! O peso dos amigos na adolescência! Já vi isso acontecer com outros adolescentes da família, mesmo quando são boas amizades, ainda assim, nós, família, ficamos atentos.
No caso de minha sobrinha, agora próxima dos 15 anos, acompanho sua vida por meio do twitter, formspring.me, fotolog, orkut, por circunstâncias da vida, não moramos mais próximas, mas isso não quer dizer que deixei de me preocupar com ela.
Esse acompanhamento virtual tem me trazido surpresas, uma dela foi ler um texto dela, em um desses sites, onde ela faz uma retrospectiva do ano passado, não havia uma única palavra falando de mim, claro ela falava em um momento ou outro do pai e da mãe, mas de mim: NADA!
Como doeu ler tudo isso, como dói, ver que nessa fase somos, aos nossos adolescentes, “descartáveis”, afinal é “pagar mico” mostrar os sentimentos em relação à família.
Felizmente essa fase PASSA!!! Passará pra ela, passará para mim também, mas como dói!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Direitos X deveres

Há mais ou menos uns quinze dias presenciei uma cena, que me deixou muito incomodada, mas no momento fiquei paralisada.
Eu estava em minha casa, pela manhã, quando de repente comecei a ouvir na rua vozes alteradas. Saí na porta, como não via tudo, andei pela garagem para tentar ver o que acontecia. Minha vizinha, da casa em frente, estava alterada e respondendo a duas meninas, aparentemente de 9 e 11 anos, não mais que isso. Ambas bem vestidas, cabelos bem cuidados, enfim não havia nelas sinais de que fossem crianças “pedintes”, necessitadas, paupérrrimas. A vizinha, uma senhora idosa, de cabelos totalmente brancos, não sai da sua casa para ofender ninguém, leva uma vida tranquila com o marido. Ambos raramente saem de suas casas, geralmente quando o fazem é para ir à igreja, são evangélicos.
O que há de inesperado nisso?
Pela fala da vizinha entendi que ela saiu no portão para atender à campainha, eram as duas meninas, pré-adolescentes, que chamaram-na para pedir dinheiro, como ela se negasse a dar, pois as conhecia, começou a confusão.
As “crianças” começaram a xingá-la, a senhora idosa, de todo tipo de nome, entre eles: velha coroca, velha horrorosa, gorda, velha suja!!!
A senhora, já nervosa, por tanto desrespeito também respondeu, mas não com xingamentos, falando mais alto, que não iria dar o dinheiro, que elas fossem trabalhar.
Após ouvir isso, a resposta de ambas foi “Vai trabalhar você! Criança não pode trabalhar!” Isso tudo gritando em fragrante desrespeito.
O marido veio ajudá-la, tentar acalma-la, após alguns minutos conseguiu colocar a senhora para dentro e fechar o portão.
Disse que fiquei paralisada, e foi isso mesmo! Moro aqui há pouco tempo, não fiz amizade com os vizinhos (costume de quem vem de cidade grande), por isso muitas coisas passaram na minha cabeça nesse momento. Não sabia se ia até lá, se intervinha, se aguardava mais um pouco ( o que acabei fazendo).
Por que fiquei estarrecida?
Primeiro pela folga das duas meninas se fazendo passar por crianças carentes, batendo nas portas, pedindo dinheiro. Não era comida, porque estavam bem nutridas. Elas queriam dinheiro.
Segundo por tratarem uma senhora idosa, que bem poderia ser a avó das duas, com tamanho desrespeito.
Diante disso faço algumas perguntas:
- Onde estavam os pais/responsáveis por essas “adoráveis” crianças?
- Por que ambas tem aparentemente, pela fala da senhora, o hábito de sair de casa em casa pedindo? A quem elas estão entregando esse dinheiro?
- Quando uma pessoa é vítima de tal agressão verbal por uma criança, em semelhante contexto, o que cabe, legalmente, fazer?
- Há o ECA, mas há também o Estatuto do Idoso, como acionar os direitos e deveres de um e de outro?
- Quais os deveres das crianças atualmente?
Ambas as meninas sabiam muito bem o seu direito de “não poder trabalhar”. Mas qual o dever dos pais diante de ambas? 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Leitura truncada, vírgulas, bancos


Você já enviou mensagens para o atendimento de grandes empresas? E? Qual foi a primeira resposta?
Eu já fiz. Sempre que tenho algum problema, seja com empresas ou bancos, que não deixam de ser empresas, envio mensagens para o atendimento e dependendo da gravidade do caso procuro a ouvidoria.
Enviei uma mensagem para o banco onde mantenho conta, reclamando que não está acessível, no netbanking, meu informe de rendimentos de 2009, que quero imprimir para utilizar na declaração do imposto de renda. Na minha mensagem deixei isso bem claro, que havia disponíveis somente 2007 e 2008.
Recebi a resposta rapidamente, o que é louvável, pois isso nem sempre acontece. Mas se recebi a resposta, por que estou escrevendo esse texto? Por que estou reclamando?
Porque li a resposta atentamente, mas a pessoa que respondeu, me parece, que o fez apenas para se desincumbir da tarefa, pois o principal e mais importante questionamento, objeto de minha reclamação ao banco, não foi respondido. Parece que essa pessoa leu correndo, ou melhor "viu e não enxergou", porque me deu orientações de como acessar o netbanking e encontrar os informes de rendimentos. Isso deixa claro que ela não leu minha pergunta! Se tivesse lido, teria respondido algo como "Tivemos um problema, realmente seu informe de rendimentos de 2009 não está disponível no netbanking, entretanto vou passar sua reclamação para o setor responsável, que disponibilizará esse documento on line em..."
Você está em dúvidas? Você também acha, que toda empresa particular é extremamente eficaz e eficiente? Abaixo coloco a mensagem, mas sem citar o banco, nem a funcionária, porque acredito ser mais ético, porque também enviei uma segunda mensagem hoje reclamando. 
"Prezada Sra. Maria do Socorro:
 
O Banco ... agradece a sua visita ao Site.

Em atenção ao seu e-mail, informamos que os Informes de Rendimentos foram enviados aos correntistas, no entanto se V.Sª. não o recebeu por extravio ou outro motivo, este poderá ser consultado via Net Banking, Net Empresas ou Net Exclusivo, por meio de nosso site, da seguinte forma:


Ao acessar a conta, clique em CONSULTAS >> INFORME DE REDIMENTOS, e na próxima tela, selecione o ano base que V.Sª. deseja consultar.

O Informe de Rendimentos também pode ser solicitado diretamente na unidade detentora da conta."

 Vejam, meus queridos leitores, diferentemente do que é propagado pela mídia, que órgãos públicos são ineficientes, mal geridos, o atendimento é ruim... e outras coisas mais que ouvimos em relação, em especial, às escolas públicas, hospitais, há empresas que visam somente o lucro, que também tem funcionários, que atendem rapidamente o cliente, porém sem fazer o básico "ler atentamente as reclamações".
Isso nos leva a um problema dos dias atuais: a leitura!
A pessoa que leu a minha mensagem, teria que, como dizemos nas aulas de Língua Portuguesa, visualizar o leitor virtual, ou seja, pensar quais as respostas que ele precisaria. Em seguida, uma forma simples de explicar isso ao correntista, ou o leitor virtual. 
Se a leitura realizada pela funcionária fosse mais atenta, ela teria percebido que eu não era leiga no assunto internet, que muito menos não havia acessado o netbanking da empresa para buscar o citado documento. 
Isso posto, imagino que talvez essa pessoa tenha milhares de mensagens para responder, que haja muitas questões parecidas, porém não idênticas, o que demandaria respostas diferenciadas de acordo com a dificuldade expressa pelo usuário do netbanking.
Pode ser também que essa pessoa, ao receber uma dúvida relacionada ao serviço netbanking, visualize diante de si uma pessoa sem conhecimentos básicos de navegação na internet ou ainda um correntista que esteja acessando esse serviço bancário pela primeira vez, por isso, talvez, tenha dado essa resposta.
Mesmo que tudo isso fosse verdade, retomo meu raciocínio, haveria a necessidade de uma leitura atenta da mensagem, porque muitas vezes uma vírgula ou uma palavra faz muita diferença, mudam o sentido de todo um texto.
Quando aluna da graduação, uma vez tivemos uma aula a esse respeito, na qual a professora nos mostrou isso com algumas frases, que elucidaram esse problema.
A frase: "enquanto o padre pasta o burro reza".
Lemos, discutimos a possível pontuação, até que alguém chegou a resposta. Diferentemente do que você pode estar pensando, o padre um leitor, uma pessoa formada em uma faculdade, não estaria pastando, porque isso é uma atividade própria do burro.
A resposta?
"Enquanto o padre pasta o burro, reza."
Esse é um dos casos onde uma vírgula faz toda a diferença e muda todo o sentido do texto!
Minha cara funcionária, não seria o caso de apurar sua visão, ao invés de ver, passar a enxergar o escrito, ler, não decodificar apenas, para ser mais eficaz nas suas respostas aos correntistas do banco onde trabalha?




quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Que uso fazemos das novidades da internet?

A tecnologia, em especial, a internet está sempre se reinventando, surgindo coisas novas: twitter, blog, fotolog, flickr, agora: formspringme!

Não sabe o que é cada um? Nem para que serve?

Blog surgiu como um diário on line onde os adolescentes publicavam o seu cotidiano, como se fosse um substituto pra agenda, que eles utilizam pra anotar o que fizeram, colam ingressos dos shows que foram, fotos, etc... Atualmente os blogs são utilizados para os mais diversos fins: notícia, receitas, artesanato, textos literários, enfim, para tudo aquilo que a inventividade humana quiser. Há blogs de todos os assuntos, por isso sugiro alguns, que sigo ou nos quais escrevo: http://impressoesnoturnas.blogspot.com, http://gestaodosucesso.blogspot.com, http://fotocolagem.blogspot.com, http://mariacarambola.blogspot.com , http://namarianews.blogspot.com/

Fotolog é como se fosse um blog, porém o foco dele é a publicação de imagens, fotos, que também são adicionadas pelo usuário de acordo com seu gosto, podem ser fotos do cotidiano, viagens.

Flickr é um “aplicativo” do yahoo, que funciona como um álbum de fotografias, onde você vai guardando suas fotos, colocando algumas observações, legendas, comentários, sendo que pode optar por deixar tudo isso aberto ao público ou restrito a alguns amigos.

O twitter (http://twitter.com ) usa a seguinte frase “What’s happening?” Abaixo dela o usuário tem um espaço com exatos 140 caracteres para responder à questão. Em geral as pessoas que utilizam o twitter falam o que estão fazendo naquele momento: trabalhando, escrevendo, levantando, tomando café...

A sensação entre os adolescentes agora é o formspringme (http://www.formspring.me/). Lembra-se do famoso e antigo caderninho de enquetes? Aquele que continha uma pergunta em cada página e era repassado para as colegas de turma responderem? O formspringme funciona mais ou menos assim. Começa com a frase “Ask me” ou em bom português: pergunte-me. Nele os usuários ou visitantes enviam perguntas, que cada um vai respondendo. No caso dos adolescentes as perguntas são sobre assuntos os mais variados: pais, amigos, virgindade, sexo, escola, “roles”, shows, gostos: música, livros, etc...

Conheci esses dois últimos por meio de minha sobrinha, como todas as adolescentes da mesma idade, amante de novidades, viciada em internet, em especial das novidades. Confesso que o que li, acessando o twitter dela e de outros adolescentes não me estimulou muito.

Mas, há sempre um mas... Há pessoas que descobriram outras utilidades para o twitter e o formspringme. No caso do twitter as empresas descobriram rapidinho uma utilidade prática e lucrativa para ele: a propaganda de produtos, serviços, eventos. Há também escritores, como Luis Fernando Veríssimo, que utiliza esse recurso com inteligência, como mais uma forma de escrever. Quando puder acesse o twitter dele: http://twitter.com/LuisFVerissimo . Quem conhecer outros twitteiros talentosos como Veríssimo, envie-me! Quero conhecer melhor o twitter, mas levada pelos dedos de gente criativa.

E o formspringme? Nada contra o uso que os adolescentes fazem dele, porém penso que expor a vida pessoal na internet, detalhando local de residência, escola onde estuda, compromissos e muito mais não seja bom, porque os coloca em risco, pois assim como cidadãos acessam esses locais buscando informações, lazer, há aqueles indivíduos que acessam esses locais para obter informações e planejar crimes.

Há quem use o formspringme para informar, como é o caso da Diretoria de Ensino da Região de São Vicente ( http://www.formspring.me/DERSV ), que utiliza essa ferramenta para responder perguntas de professores e funcionários da Rede Pública Estadual. Nesse espaço há respostas para questões sobre legislação estadual referente à Educação.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Viagens

Fizemos uma rápida viagem de férias, da qual trouxemos lindas imagens, lembranças, histórias...Algumas imagens mostrarei no decorrer desse texto. Toda estrada que leva para o interior dos Estados tem suas peculiaridades: cor do céu, plantações, cidadezinhas, tipos humanos.

Nesse roteiro tivemos tudo isso e muito mais, mas o muito o mais ficará somente para nós que fizemos a viagem!

Algumas rodovias entre uma cidadezinha e outra com um visual bucólico, de muito silêncio, poucos carros, muitas árvores frutíferas ou então grandes eucaliptos que deixam o ar com aquele cheirinho gostoso, refrescante, mesmo durante o calorão.

Flores que vemos e que têm um outro colorido... estamos com os olhos e o coração abertos para atentar para as cores, detalhes, cheiros!

Certos detalhes só conhece quem nasceu e viveu boa parte de sua vida no interior, conhecendo as plantas, seus nomes, suas utilidades, seus cheiros.

Criança longe da TV, do computador e do videogame cria brincadeiras, revive outras antigas, inventa mundos e castelos, seus soldados, rei, príncipes e princesas.

Construir... é isso que faz aquela pequenina aranha,

que sobe e desce pela finíssima e quase invisível teia,por onde viaja, balança ao vento, mas também aprisiona os outros insetos que lhe servirão de alimento.

Por todas as estradas sempre há e sempre existirão muitos andantes, com sua trouxa nas costas, andando de uma cidade a outra, comendo o que ganha, dormindo embaixo das árvores, sendo olhado com curiosidade por todos os passantes.

Restos de construções, ruínas, que receberam pessoas, abrigaram vidas, histórias, sorrisos, tristezas. Igrejinhas esquecidas pelo tempo! Como aquela construída há muito tempo por um certo padre, o Eduardo, em cima de um morro, cuja lenda fala de Moema e sua triste história. Outro padre, Nestor, vaticinou: “Essa Terra rica será ponto turístico, internacionalmente conhecido!” Esse padre morreu, não viu sua profecia se confirmar, mas quem viveu,viu! Talvez agora eles sejam como a borboleta mimeticamente escondida nas cascas das árvores, também estejam camuflados nesse lugar: na cidade, nas ruas, no morro, nas plantas... almas presentes voando imateriais e etéreos pelas ruas arborizadas daquela pequena cidadezinha. Talvez ainda sejam aquelas flores nas ruas, nos jardins, nas praças. Uma flor vermelha, tão rubra, vibrante, que a todos toca pela beleza e simplicidade.
Quem sabe andam abençoando calmante o jardim tão bem cuidado da tia, a Leonor, que sabiamente cuida da família, dos amigos, da vida: seus filhos, suas flores, suas hortaliças, suas frutas. Que cheiro bom daquele quintal! Cheiro de vida! Cheiro de amor! Você que mora na cidade já sentiu o cheiro inebriante e suculento de um figo maduro no pé? Já sentiu o prazer de o colher e comer calmamente saboreando cada pedacinho da fruta plantada e cuidada sem agrotóxicos? Já viu o erva doce amarelinho no pé? Pois é, erva doce não é escuro e feio como aquele que compramos no mercado pra fazer o chá!


Esses e outros prazeres só sabe quem visita o interior, seja de São Paulo, do Paraná, do Rio Grande do Sul.

Postagem em destaque

MENOPAUSA: O MONSTRO QUE ME ATORDOA!

Evito escrever aqui, neste blog, sobre minha vida pessoal, pois desde   o princípio não tive isto como proposta. Tento evitar também trata...

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